O tédio costuma ser lido como um problema a resolver. E se for um começo?
Quando uma criança diz “estou entediada”, a reação mais comum é preencher o vazio: tela, atividade, programa.
Mas repare no que acontece quando ninguém preenche. Em algum momento, a criança começa a inventar. Uma brincadeira, uma pergunta, um jeito novo de usar o que tem por perto.
O tédio parece ser o espaço onde o desejo de fazer alguma coisa aparece sozinho, antes de qualquer proposta de fora.
No vídeo, eu conto o que tenho observado sobre isso.
E fico com uma pergunta: o que o seu filho faz quando não tem nada para fazer?